Nos primeiros 60 dias de 2026, a plataforma ZONDNS registou um aumento de 34% no número de domínios .ao com pelo menos um IP activo em listas negras DNSBL. Este é o valor mais elevado desde o início da monitorização sistemática da zona .ao.
O que causou este aumento?
A análise dos dados aponta para três causas principais:
- Expansão da infraestrutura de hosting local sem políticas de segurança equivalentes — novos data centers a operar IPs angolanos sem procedimentos anti-spam
- Aumento de campanhas de phishing dirigidas a utilizadores angolanos, usando servidores .ao como origem
- Infraestrutura legada de operadoras de telecomunicações com IPs históricos nunca removidos de blacklists antigas
Quais as blacklists mais activas?
A Spamhaus SBL e a UCEProtect L2 são as fontes com maior número de listagens de IPs angolanos. A Barracuda Reputation Block List regista um crescimento de 58% face ao período homólogo — sinal de aumento de actividade de spam originado em Angola.
Um IP em blacklist pode bloquear silenciosamente 100% dos emails enviados por uma organização para destinos como Gmail, Outlook e outros grandes provedores. A maioria das organizações afectadas não sabe que está listada.
O que fazer?
A primeira acção é verificar se os IPs da sua organização estão em alguma blacklist — algo que o ZONDNS faz automaticamente. Se estiver listado, o caminho de remoção varia por fonte: algumas têm remoção automática após 7-30 dias sem actividade suspeita; outras requerem pedido manual com justificação.